09/02/2017

Vida Religiosa

Santo Irmão Miguel Febres Cordero, FSC

Santo Irmão Miguel Febres Cordero, FSC

Francisco Febres Cordero nasceu em Cuenca, Equador, no dia 7 de novembro de 1854. Passou os primeiros anos de sua infância em absoluta imobilidade, longe da companhia das crianças de sua idade, por causa de uma deformação de seus pés. Apenas aos cinco anos conseguiu dar seus primeiros passos.

Em 1863 os Irmãos das Escolas Cristãs abrem pela primeira vez na América Latina uma escola em Cuenca, convidados pelo presidente García Moreno. Um dos alunos foi Francisco Febres Cordero. Ele tem 9 anos de idade. Do contato com os Irmãos, seus queridos professores, surgiu sua vocação.

Em 1868, véspera da festa da Anunciação, veste o hábito dos Irmãos das Escolas Cristãs, recebendo o nome religioso de Irmão Miguel. É o primeiro Irmão das Escolas Cristãs da América Latina a consagrar-se a Deus mediante os votos religiosos.

“De duas coisas tem necessidade minha missão – diria mais Madre Teresa de Calcutá – mãos para servir e coração para amar”. As “mãos” do Irmão Miguel foram sua extraordinária inteligência e a incrível capacidade de trabalho. O “coração” era todo para o Senhor e para seus alunos.

“O Irmão Miguel – escreveu o acadêmico equatoriano Roberto Espinosa – tem sido o melhor arquiteto da escola no Equador, como professor, diretor acadêmico e escritor”. Por seus méritos culturais e pedagógicos, no dia 2 de agosto de 1892 foi incorporado à Academia Nacional da República do Equador e nomeado membro correspondente da Real Academia da Língua Espanhola.

“Este homem espontâneo e simples, que deixava por toda parte uma grande saudade, se te oferece como uma possibilidade de experiência espiritual segura e de grande atração, pedindo-te sobretudo amar, porque antes que qualquer outra coisa, o Irmão Miguel foi um apaixonado por Deus e pelos homens, que são sua imagem”.

Em 1910, o Irmão Miguel morre de pneumonia, com fama de sábio, educador, amigo e santo. A notícia da morte suscita comoção e pesar. No Equador se declara luto nacional. Seu túmulo se converte em meta de contínuas peregrinações. Graças e favores celestes se sucedem ininterruptamente. Por ocasião do centenário de seu nascimento, em 1954, em Quito se inaugura um grandioso monumento em bronze e mármore “ao maior mestre equatoriano”, segundo as palavras do doutor Galo Plaza, presidente da República.

Irmão Miguel foi beatificado em novembro de 1977 por Paulo VI e canonizado pelo Papa João Paulo II a 21 de outubro de 1984. Sua memória está fixada para o dia 9 de fevereiro.

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