Os cinco Beatos eram membros do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs. Sua única preocupação era seguir a Jesus na vocação em que os havia chamado: santificar-se educando os meninos e os jovens, ensinando-lhes a viver cristãmente.
Quando começou a perseguição religiosa na Espanha, trabalhavam eles tranquilamente nas instituições educacionais da Província Lassalista de Barcelona. Viajaram para Valência para cumprir uma obrigação própria de seu labor educacional quando o Senhor os chamou para darem testemunho extremo.
Os verdugos nem os conheciam. Ao saberem que eram religiosos, consideraram isto pretexto suficiente para detê-los.
Os mártires são sinal da Igreja, Corpo de Cristo, que continua sendo perseguida e condenada à morte em seus membros. Mas estes olham fixamente para a aurora gloriosa da ressurreição. É esta a lição que nos dão os mártires, tanto os de ontem, como os de hoje. Devemos estar dispostos a imitar-lhes a generosidade.
Os Irmãos Florêncio Martín, Bertrán Francisco, Antônio León, Elías Julián, Donato Andrés e o Pe. Leonardo Buera, capelão do colégio de Bonanova, entregaram suas vidas por terem sido fiéis à sua condição de ministros e embaixadores de Jesus Cristo. Embora sabendo que a afirmação de sua condição de religiosos os levaria à morte, não duvidaram a confessar sua fé em Jesus e sua pertença ao Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs.
Estes cinco Irmãos, agora novos Mártires, não tinham outra ocupação senão seguir Jesus Cristo na vocação a que ele os havia chamado: procurar a salvação dos meninos e jovens, para sua plena realização, como seres humanos, como cristãos.
Os Irmãos foram beatificados com um grupo de 226 sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos da Diocese de Valência, pois foi nesta diocese que sofreram o martírio. D. Garcia Gasco, Arcebispo de Valência, realizou um trabalho muito profundo na busca de informações sobre os mártires e nas revisões legais do processo.
Beatificados pelo Papa João Paulo II,
a 11 de março de 2001.