19/09/2018 - 22:05
Mensagem do Diretor Geral à comunidade acadêmica
As Culturas e Tradições Religiosas estão fundamentadas em suas Escrituras Sagradas. Elas representam os textos sagrados que transmitem, conforme a fé de seus se-guidores, o sentido de vida presente e futura proposto por esta Religião. Também repre-senta o sentido do Transcendência que se dá à vida presente e suas orientações de como viver o presente, tendo em vista esta Transcendência. Elas revelam a Teologia, a visão de Deus proposto pela Religião, seus Ritos e o Ethos, sua Moral e a Ética que decorrem de sua Fundamentação Teórica, dos Escritos Sagrados.
 
O mês de setembro, a Igreja Católica dedica sua atenção para a leitura dos textos Bíblicos que fundamental a sua experiência de Deus. O Cristianismo é a experiência do monoteísmo que nasce da revelação de Deus à Abraão e se desenvolve ao longo do An-tigo Testamento. Com a vinda de Cristo, a releitura do Antigo Testamento passa a ser refeita, à luz da experiência e evangelização realizada por Jesus Cristo.
 
Nos escritos do Novo Testamento, Evangelhos, Epístolas dos Apóstolos, especi-almente de Paulo e dos Atos dos Apóstolos, as expressões Filho do Deus e Filho do Homem, que se referem aos conteúdos – Filho de Deus – o Cristo da Fé; e o Filho do Homem – o Cristo Histórico. O Filho de Deus descreve a experiência do Filho de Deus, que cumpre a vontade do Pai, em todos sentidos e nos transmite a dimensão da Fé, da Esperança e da Caridade vinda de Deus, por Jesus Cristo para a vida da humanidade. A ela devemos principalmente adoração e fé, com as decorrências de confiança e esperan-ça. 
 
Enquanto que o Filho do Homem nos apresenta a experiência humana de Jesus, em todos os sentidos. O Filho do Homem é o Jesus histórico, filho de Maria e de José, criança de vive sua experiência humana, que “cresceu em idade, sabedoria e graça, dian-te de Deus e dos homens”. É o homem que assume a dimensão física de nossa existência – tem um corpo, exatamente como o corpo de humano e passa por todas as etapas de crescimento e desenvolvimento, da dimensão física’. Tem fome, sede, bem-estar, mal-estar, dor, sofrimentos. Ele ensina, por esta experiência humana, como assumir nossa existência humana em sua dimensão física. “Ele assumiu nossas dores”. A leitura atenta do Evangelho nos apresenta sempre Jesus como Filho do Homem.
 
Por sua vez, assumiu e cresceu na dimensão psíquica de emoções e sentimentos, como pessoa humana. Vivenciou o bem-estar psíquico em encontros com as pessoas de alegria, felicidade, ação de graças; bem como mal-estar psíquico de tristeza, dúvidas, inseguranças, desprezo, medo, raiva. Assume a condição psíquica humana e ensina a todos como enfrenta-la, conviver com ela e superá-la. O Evangelho descreve também Este Jesus humano, com emoções e sentimentos. 
 
No entanto, Jesus Cristo vivencia especialmente a dimensão espiritual da pessoa humana, no sentido da transcendência para Deus Pai, de quem é Filho e cumpre sua von-tade. Esta é sua principal vocação, ‘cumprir a vontade do Pai’, mesmo que lhe custe a dor suprema e a morte. Nas três dimensões vivencia as condições humanas, como mode-lo e exemplo específico em toda narrativa do evangelho. 
 
Lucas do Rio Verde, Setembro de 2018.
Prof. Dr. Nelso Antonio Bordignon, fsc
Diretor Geral - Faculdade La Salle
 


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